segunda-feira, janeiro 29, 2007

Espero por ti em Paris


"A cada passo o reconhecia melhor. A cada passo aguardava que ele se voltasse para que ela o pudesse finalmente ver na perfeição. A cada passo sentia um aperto no estômago e no coração, mas sentia também que o mundo se encurtava e que ao aproximar-se do seu destino a vida recuperava todo o sentido."

"Espero por ti em Paris", David Marle e Diana Mendonça

P.S. Hoje apetecia-me dizer: "Espero por ti em Paris" :)

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Mar da tranquilidade

Navega no mar da tranquilidade.

Acompanha os peixes
Num ritmo sossegado.
Não tenhas pressa!
Eles esperam por ti...


Sente o compasso das ondas,
muito levemente.
Não desistas da viagem!
As ondas esperam por ti...


Maravilha o infinito que é o mar.
E deixa-te ir.
Não olhes para trás!
O mar espera por ti...


Lembra-te que aqui,
Já não há tempo temporizado,
Já não há medo,
Já não há cansaço.


Apenas tu aí existes, à procura de um rumo, à procura de paz.
Não te esqueças de esperar por ti!

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Direito à vida


Já era o quarto filho. Era uma gravidez de risco, não só pelos problemas de saúde dela, mas também pela idade dela. Aconselharam-na a fazer aborto no estrangeiro, já que ela tinha dinheiro, mas ela logo rejeitou a ideia. Não era justo matar aquela alma. Sim, porque ela já era alguém. Era um alguém muito especial. Era, tal como todos os bebés, um ser que ainda não se conseguia defender.

As pessoas "amigas" não compreendiam o porquê de levar a gravidez até ao fim, se o ser daí resultante podia ser deficiente. Será que era tão difícil para elas entenderem que qualquer ser tem direito à vida? Certamente que não...

Quer o seu filho fosse deficiente ou não, ele seria amado e iria ser feliz.

E ele agora já tem 4 aninhos, e tudo corre bem. Cada vez que a mãe o vê a brincar no jardim, com aquela energia contagiente, percebe que tomou a opção certa.


P.S. Sei que nem todas as histórias têm um final tão feliz quanto este. Mas ningém, ninguém mesmo, tem o direito de matar uma vida, nem tão pouco decidir pelo bebé... Seja qual for a situação, vale a pena ver o bebé nascer! Aborto, não obrigada!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Aquela música

"Um amigo é um bem,
Um tesouro que se tem!
Sois vós luz de estrelas
Que me guiam mais além!
São momentos bons e maus
Nesta estrada percorrida!
E digo mais: não vos trocava
Por nada desta vida !

E talvez um dia
Chegue a hora do adeus;
Deixar-vos-ei com pena,
Amigos meus !
Mas mesmo longe
Vós estais perto,
Ao pé de mim
Pois entre amigos é assim!

Um amigo é um irmão,
Nosso pensar, nossa mão!
Meus amigos, estais aqui,
P'ra vós canto esta canção!
Tempo voa nestes instantes
E já estamos de partida!
Digo mais: não vos trocava
Por nada desta vida! "


Esta música... Hoje dedico-a a todas as pessoas que me fazem bem, entre elas destaco:
Pipinha, Mjoao, Nezitha, Rafinha, Diogo Camilo, Gonçalo, Diogo Teixeira, Ruizinho, Amilcar, Nuno, Maria, Ana, Goreti, Marta, Catarina, Ritinhas, Sarita, Tixa, Joaninha do blog, Tiago Almeida, Tiago Artista, Magui, meninas de Oliveira, o resto do ppl do "Unidos por ti", e até ao João. Há mais, mas estas são as essenciais.

Não sei


Há dias em que nos apercebemos que damos conselhos brilhantes, e ficamos felizes com a felicidade dos outros! E nós, aqueles que aconselham tão bem os outros, porque não conseguem seguir esses mesmos conselhos?

terça-feira, janeiro 09, 2007


"Nada neste mundo acontece por acaso".
Paulo Coelho, Veronika decide morrer
P.S. Porque a apresentação correu optimamente (eu acho!). Mas depois ha sempre aqueles comentários que nos substimam, né Gonçalo? Lol

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Eu a brilhar


Olha a Lua,
Vê a sua beleza.
Sente-a.
Agora, fecha os olhos.
Revê aquele momento.
Sonha.
Abre-os.
Vês aquela Estrela mesmo ao lado?
Sou eu a iluminar o teu caminho.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

O reencontro


Depois de 6 meses, ela voltou a reencontrá-lo. Estava diferente, mais bonito, mais alto, mais homem.

Sonhara tantas vezes com o reencontro. Planeara o momento, decorando até as falas que ia dizer. Pensara em tudo.
Ah! Como queria que ele lhe sossorasse ao ouvido, com o seu timbre de voz angelical, o quanto ela era linda. Como ansiava de novo ver os olhos dele fitarem os dela.
Mas ela sabia que isso nunca iria acontecer, porque ela não queria. Não queria mais olhar dentro dos olhos dele, e ler a sua personalidade. Não estava disposta a isso. Já tinha aprendido a lição, e por mais que gostasse dele, não iria repetir o mesmo erro duas vezes.

E assim foi.
O reencontro foi infeliz. Ela viu-o, baixou a cara e continuou o caminho. Ele reconheceu-a, mas sentiu que não valia a pena dizer um "Olá". Num segundo as vidas destes dois seres voltaram a cruzar-se. Seria um sinal?

A verdade é que continuaram duas direcções diferentes até ao reencontro final. E quando seria esse reencontro? Nesta vida ou noutra? Será que este amor iria renascer mais uma vez num outro século? Só o salgueiro poderia responder...


P.S. Não é autobiográfico!! Tá demasiado lamechas, mas deu-me pa escrever isto...
*Leiam "As 4 vidas do salgueiro" e depois entenderão a parte final do texto=)

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Mudar sem medo


Precisava de espaço. Sentia um vazio dentro de si. Aquele ar citadino e o ambiente hospitalar estavam a sufocá-la. E que tal ir passar uns dias à quinta? Essa ideia agradava-a muito, mas ela não estava disposta a ouvir as pessoas a falarem da vida dela... E logo desistiu da ideia.

Ela precisava de ir para um sítio diferente, conhecer outras culturas, novas gentes. Precisava de ser louca antes que a amargura ou o vitríolo se apoderasse do seu ser.

Ela nunca seguiu os seus sonhos, nunca teve coragem nem força para enfrentar as dificuldades que iriam surgir, sempre alcançoou aquilo que era mais fácil. Mas, depois de receber uma carta dos médicos sem fronteiras, estava disposta a mudar.

E mudou. Foi para o Chade, um país africano onde os missionários também estavam. Tal como eles, ela também tinha muito amor para dar àquelas gentes, e não queira mais desperdiçá-lo só com o seu marido.

No dia da partida, deixo-lhe uma carta. Despediu-se. Ele iria achar que ela estava louca (se calhar estava), porque ninguém abandona uma vida aparentemente realizada e feliz. Mas ele iria acabar por compreender.

Ela precisava de ouvir o seu coração, de se encontrar, antes que o livro da sua vida fechasse e o arrependimento existisse!

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Uma acompanhante de luxo



O despertador tocou. Levantou-se num ápice, tomou um duche rápido, vestiu o vestido que comprou em Milão, calçou os sapatos JIMMY CHOO, seguiu-se a maquilhagem e por fim o perfume CK. Antes de sair ainda teve tempo de rever os assuntos a debater no jantar, e de observar a agenda para decorar o nome do cliente.
O dono da empresa de Jóias foi buscá-la no seu BMW ao local de encontro. Ela não ficou radiante ao ver aquele carro, afinal tinha um igual na garagem! Ele ao vê-la logo se apercebeu que ela o podia ajudar no negócio. Não só pelos seus atributos físicos, como também pelos intelectuais.
Foi uma noite igual a tantas outras. Muito champanhe, charme e conversas inteligentes. O que foi diferente foi o pagamento. Em vez de um cheque, recebeu 1 colar de diamantes. Isso, ela nunca tinha recebido. Ficou contente... Jurou para ela mesma que se algum dia se casasse, o iria usar na Cerimónia. Mas isso nunca iria acontecer, porque ela não estava disposta a procurar o tal... A vida que levava era muito mais estável economicamente.

Talvez um dia ela perceba que o dinheiro não é o mais essencial na vida...

sábado, dezembro 09, 2006

Estás quase a morrer.

Estás quase a morrer.
Não sei se estou preparada.
Não sei o que vou sentir.
Acho que a vida cá de casa vai mudar.
A mamã vai ficar muito triste, e eu não sei se vou ser capaz de ajudar como queria.
(Porque às vezes sou um vegetal!)
A maneira como vais morrer é que aflige e mete muito medo!
Não sei se sentes dores, mas a tua alma deve doer!
Está a chegar o teu fim...
Tenho pena, mas mais não posso fazer!
Ainda não sou médica...

Posso te fazer um pedido?? Não deixes a minha mamã deprimida! Sê bonzinho...

Até sempre...
"Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que resistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."

Margarida Rebelo Pinto

P.S. Esta escritora faz-me sempre rir, mesmo quando estou triste=)

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Voltar ao passado




Quantas vezes queremos voltar ao passado? Muitas certamente.
Queriamos sempre mudar algo: uma acção, um gesto, uma frase que ficou por dizer, tanta coisa...
Mas a verdade, por vezes dura, é que o passado já lá vai e por mais que nos arrependamos é impossível alterar o que foi feito.
Resta-nos aprender com os erros e melhorar como seres humanos...
P.S. Este texto é pa te dar força :P "Arrepende-te do que não fizeste, do que aquilo que fizeste"=> o que tá feito tá feito!

quarta-feira, novembro 29, 2006

Porque hoje...

Porque hoje foi um dia diferente, mas igual a dias passados.
Porque hoje apareceu alguém que ja não aparecia há muito.
Porque hoje a indiferença reinou e a alegria também.
Porque hoje me apercebi que às vezes sou um vegetal.
Porque hoje redescobri que tenho amigos fantásticos.
Porque hoje ainda não sei o rumo a seguir.
Porque hoje gostei da nota do teste de Matemática.
Porque hoje fizeste me pensar e "fazer filmes".
Porque hoje ainda não percebo essas indirectas.
Porque hoje apeteceu-me escrever isto=)
Porque hoje foi um dia espectacular=)

sexta-feira, novembro 24, 2006

"Mais uma vez, ela deu o braço a torcer.."


Mais uma vez, estava ela a chorar. As lágrimas caiam e caiam, as dores e nódoas negras no corpo eram gritantes.
Lá estava ela: perdida, confusa, sem forças para pedir ajuda.
Queria fugir, mas tinha medo. Um medo que não só lhe invadia a alma como o coração, um medo que ultrapassava a sua coragem, um medo que a fazia desesperar, um medo que aos poucos a (es)batia.
Um dia, foi obrigada a largar tudo. Partiu. Fez uma viagem sem data de regresso. Foi ter com o seu filho ao Céu. Agora, já não tinha mais de jogar ao jogo do silêncio!


P.S. A violência doméstica vai matando!

(Mais ums historiazinha com mensagem!)

segunda-feira, novembro 13, 2006

São elas...


Um dia uma.
Outro dia outra.
Ás vezes até é a mesma.
Mas todos os dias elas giram,
Mudam.
E eu mudo com elas!
São elas...
As minhas luas,
Os meus estados de espírito!

P.S. Porque hoje a lua que regeu o meu dia foi a da alegria=)

sexta-feira, novembro 03, 2006

Não devia estar na moda...


Estamos em pleno século XXI, e o machismo ainda é uma constante. Infelizmente, ainda há homens (fracos!) que dominam socialmente as suas mulheres. Esta ideia de a mulher ser a escrava do homem já não está na moda!
O que parece estar cada vez mais está na moda é o (ab)uso do machismo em jovens, adolescentes, rapazes da minha faixa, que se tornam frios e egoístas. As defensoras dos machistas- as mães- são em parte as culpadas por tal acontecimento. Isto porque, quando os meninos nascem elas protegem-nos mais do que deviam e à medida que vão crescendo, as mamãs vão fazendo tudo aos filhos pródigos, e estes muito sorrateiramente perdem (nunca a tiveram!) a vontade de cooperar. E estas mães ainda se lamentam...
Mas, Graças a Deus, que neste mundo ainda existem meninos que muito ajudam e amam as mulheres! Este afecto é que devia estar na moda, mas já esteve mais longe!


P.S. Desculpem meninos, mas tinha mesmo de escrever este texto, que muito ao de leve fala de uma forma de ser machista. Há algumas atitudes destes meninos e das respectivas mamãs que me fazem confusão...

domingo, outubro 22, 2006

Pegadas na areia


Uma noite eu tive um sonho. Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e, através do céu, passavam-se cenas de minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois paresde pegadas na areia; um era meu e o outro, do Senhor.Quando a última cena de minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes, no caminho de minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso entristeceu-me deveras, e perguntei, então, ao Senhor: "Senhor, tu me disseste que, uma vez que eu resolvera te seguir, tu andarias sempre comigo em todo o caminho, mais notei que, durante as maiores tribulações de meu viver, havia na areia dos caminhos da vida apenas um par de pegadas. Não compreendo por que, nas horas em que mais necessitava de ti, tu me deixaste".O Senhor me respondeu:"Meu precioso filho. Eu te amo e jamais te deixaria nas horas de tua prova e de teu sofrimento: Quando viste na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que eu, nos braços, te carreguei".

sexta-feira, outubro 13, 2006

Acreito em mim...


Sim sou uma sonhadora. E depois? Não posso sonhar, não posso acreditar que tudo é possível? Não posso lutar para alcançar aquilo que quero?

Ás vezes, não sei se sem querer ou mesmo para me magoar, fazem de mim uma pessoa sem qualidades, sem vida, sem valor, sem inteligência. Mas, eu acredito em mim. Não são meras frases que, mesmo atingindo o meu coração, me farão desistir de algo que há muito comecei a construir.

Não serão estas pessoas que me vão aplaudir no meu auge, nem tão pouco me esboçar um sorriso verdadeiro. Mas, eu não me importo. Não vale a pena dar importância a estes seres que nunca aprenderam a sonhar nem a viver.

Continuo a confiar em mim…

segunda-feira, outubro 02, 2006

Dança comigo?!


Foi buscar uma bebida. Sentiu a música e deixou-se levar. Sem se aperceber já estava no meio da pista. Estava sozinha e não conhecia ninguém, mas nem isso a desanimou. Mexia o corpo ao ritmo da música e não errava um passo. Brilhou. Precisa de brilhar nem que fosse uma vez...
Ela dançava como o vento, sem destino.
Precisava de soltar-se. E nada melhor do que fechar os olhos e sentir o som forte mas ao mesmo tempo suave da música, o cheiro dos cremes e perfumes caros dos que dançavam, as conversas interrompidas, as luzes que bloqueavam os pensamentos. E esta mistura de sentidos faziam-na sonhar...
Abriu os olhos. Não queria acreditar, mas era a voz dele. Sussurava-lhe "Dança comigo?!". Ela dançou. Nessa noite espalharam magia...

P.S. Quando menos esperamos aperece alguém para nos trazer alegria!