quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Ser feliz é...


"Posso ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo, e que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e periodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oasis no recondito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é nao ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho?... ...Guardo todas, um dia vou construir um castelo..." Fernando Pessoa

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Bad day


Sinto-me assim: perdida, esquecida, frustrada.

Este mundo hipócrita, estas pessoas falsas entristecem-me aos Teus olhos.

Não oiço uma palavra tua, amigo!

E logo eu que estou sempre presente para te ajudar!

Onde andas? Esqueceste que eu existo?

Mas, há sempre alguma coisa que nos alegra, conforta, aconchega...

E para mim, nada melhor do que aquela ciência exacta para me por a sorrir e achar que posso alcançar o infinito...


Fazes-me bem=)



P.S.*Hoje a lua que regeu o meu dia foi a da melancolia...

*Tudo se resume a .... (não me apetece completar)

* Bah... estou para aqui a lamentar-me, quando há tanata gente bem pior que eu.



segunda-feira, fevereiro 19, 2007


Ás vezes desiludimos as pessoas sem querer, sem dar conta. Mas, a verdade é que isto acontece, e magoa (muito). Por isso diz: "Se hoje te faço feliz, ainda bem; se amanha te desiludir, desculpa... ". Afinal não custa nada pedir desculpa.



terça-feira, fevereiro 13, 2007

Os homens também choram...


Ela foi visistá-lo à clínica. Pensou muito antes de tomar esta decisão, mas lá acabou por pegar nas chaves do carro. Fazia nesse dia três meses que ele estava internado e nenhum dos amigos tinha aparecido para o visitar.

(Bem, se calhar não eram amigos.)

Quando entrou para o parque de estacionamento do centro começou a ter medo do que possivelmente iria encontrar. Era um medo tão cruel, que quase a fez desistir. Mas, ela continuou com a sua caminhada firme.

Ela foi encontrá-lo no jardim, sentado no banco de madeira, a apreciar os patos que nadavam no pequeno lago. Num impulso, sentou-se ao lado dele. Gerou-se um silêncio pesado entre eles, e ninguém era capaz de o quebrar. Cenas repentinas assombravam o pensamento dela, perguntas maléficas estavam desejosas para se transformarem em ondas sonoras. E transformaram...

As perguntas puseram-no a chorar; elas transportavam tanta verdade que era inevitável "um homem não chorar". Ele apenas respondeu "Toda a gente tem um segredo. Desculpa eu não ter tido coragem para te contar o meu."

Ela queria retribuir com um "Desculpa, tenho de pedir eu!" mas não foi capaz.

E ficaram assim... lado a lado, a olhar para os patos e a pensar nos erros do passado.



P.S. Porquê abandonar um amigo logo quando ele mais precisa?

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Ausente...

Se há semanas em que acontece tudo e mais alguma coisa, esta minha semana foi assim. Estive doente, e ainda estou, apercebi-me que aquelas pessoas que aparentemente não significavam nada são as que se tornam mais importantes, e que aquelas que outrora foram essenciais, também nos desiludem. Conheci um médico que me fez pensar no valor das coisas, ele (re)lembrou-me que não é preciso andar a 80km/h para se chegar à meta. Esta semana fiquei ainda mais confusa quanto ao rumo a seguir. E ontem, senti que preciso de espaço para mim mesma.

Aconteceu tanta coisa esta semana... Houve um contraste tão grande de emoções.

P.S. Desculpem a minha ausência, mas só hoje é que estou +/- em condições para escrever qualquer coisa. Quando tiver melhor escrevo uma daquelas histórias cor-de-rosa :)
*Bigada a todos os que se lembraram de mim :P

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Espero por ti em Paris


"A cada passo o reconhecia melhor. A cada passo aguardava que ele se voltasse para que ela o pudesse finalmente ver na perfeição. A cada passo sentia um aperto no estômago e no coração, mas sentia também que o mundo se encurtava e que ao aproximar-se do seu destino a vida recuperava todo o sentido."

"Espero por ti em Paris", David Marle e Diana Mendonça

P.S. Hoje apetecia-me dizer: "Espero por ti em Paris" :)

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Mar da tranquilidade

Navega no mar da tranquilidade.

Acompanha os peixes
Num ritmo sossegado.
Não tenhas pressa!
Eles esperam por ti...


Sente o compasso das ondas,
muito levemente.
Não desistas da viagem!
As ondas esperam por ti...


Maravilha o infinito que é o mar.
E deixa-te ir.
Não olhes para trás!
O mar espera por ti...


Lembra-te que aqui,
Já não há tempo temporizado,
Já não há medo,
Já não há cansaço.


Apenas tu aí existes, à procura de um rumo, à procura de paz.
Não te esqueças de esperar por ti!

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Direito à vida


Já era o quarto filho. Era uma gravidez de risco, não só pelos problemas de saúde dela, mas também pela idade dela. Aconselharam-na a fazer aborto no estrangeiro, já que ela tinha dinheiro, mas ela logo rejeitou a ideia. Não era justo matar aquela alma. Sim, porque ela já era alguém. Era um alguém muito especial. Era, tal como todos os bebés, um ser que ainda não se conseguia defender.

As pessoas "amigas" não compreendiam o porquê de levar a gravidez até ao fim, se o ser daí resultante podia ser deficiente. Será que era tão difícil para elas entenderem que qualquer ser tem direito à vida? Certamente que não...

Quer o seu filho fosse deficiente ou não, ele seria amado e iria ser feliz.

E ele agora já tem 4 aninhos, e tudo corre bem. Cada vez que a mãe o vê a brincar no jardim, com aquela energia contagiente, percebe que tomou a opção certa.


P.S. Sei que nem todas as histórias têm um final tão feliz quanto este. Mas ningém, ninguém mesmo, tem o direito de matar uma vida, nem tão pouco decidir pelo bebé... Seja qual for a situação, vale a pena ver o bebé nascer! Aborto, não obrigada!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Aquela música

"Um amigo é um bem,
Um tesouro que se tem!
Sois vós luz de estrelas
Que me guiam mais além!
São momentos bons e maus
Nesta estrada percorrida!
E digo mais: não vos trocava
Por nada desta vida !

E talvez um dia
Chegue a hora do adeus;
Deixar-vos-ei com pena,
Amigos meus !
Mas mesmo longe
Vós estais perto,
Ao pé de mim
Pois entre amigos é assim!

Um amigo é um irmão,
Nosso pensar, nossa mão!
Meus amigos, estais aqui,
P'ra vós canto esta canção!
Tempo voa nestes instantes
E já estamos de partida!
Digo mais: não vos trocava
Por nada desta vida! "


Esta música... Hoje dedico-a a todas as pessoas que me fazem bem, entre elas destaco:
Pipinha, Mjoao, Nezitha, Rafinha, Diogo Camilo, Gonçalo, Diogo Teixeira, Ruizinho, Amilcar, Nuno, Maria, Ana, Goreti, Marta, Catarina, Ritinhas, Sarita, Tixa, Joaninha do blog, Tiago Almeida, Tiago Artista, Magui, meninas de Oliveira, o resto do ppl do "Unidos por ti", e até ao João. Há mais, mas estas são as essenciais.

Não sei


Há dias em que nos apercebemos que damos conselhos brilhantes, e ficamos felizes com a felicidade dos outros! E nós, aqueles que aconselham tão bem os outros, porque não conseguem seguir esses mesmos conselhos?

terça-feira, janeiro 09, 2007


"Nada neste mundo acontece por acaso".
Paulo Coelho, Veronika decide morrer
P.S. Porque a apresentação correu optimamente (eu acho!). Mas depois ha sempre aqueles comentários que nos substimam, né Gonçalo? Lol

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Eu a brilhar


Olha a Lua,
Vê a sua beleza.
Sente-a.
Agora, fecha os olhos.
Revê aquele momento.
Sonha.
Abre-os.
Vês aquela Estrela mesmo ao lado?
Sou eu a iluminar o teu caminho.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

O reencontro


Depois de 6 meses, ela voltou a reencontrá-lo. Estava diferente, mais bonito, mais alto, mais homem.

Sonhara tantas vezes com o reencontro. Planeara o momento, decorando até as falas que ia dizer. Pensara em tudo.
Ah! Como queria que ele lhe sossorasse ao ouvido, com o seu timbre de voz angelical, o quanto ela era linda. Como ansiava de novo ver os olhos dele fitarem os dela.
Mas ela sabia que isso nunca iria acontecer, porque ela não queria. Não queria mais olhar dentro dos olhos dele, e ler a sua personalidade. Não estava disposta a isso. Já tinha aprendido a lição, e por mais que gostasse dele, não iria repetir o mesmo erro duas vezes.

E assim foi.
O reencontro foi infeliz. Ela viu-o, baixou a cara e continuou o caminho. Ele reconheceu-a, mas sentiu que não valia a pena dizer um "Olá". Num segundo as vidas destes dois seres voltaram a cruzar-se. Seria um sinal?

A verdade é que continuaram duas direcções diferentes até ao reencontro final. E quando seria esse reencontro? Nesta vida ou noutra? Será que este amor iria renascer mais uma vez num outro século? Só o salgueiro poderia responder...


P.S. Não é autobiográfico!! Tá demasiado lamechas, mas deu-me pa escrever isto...
*Leiam "As 4 vidas do salgueiro" e depois entenderão a parte final do texto=)

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Mudar sem medo


Precisava de espaço. Sentia um vazio dentro de si. Aquele ar citadino e o ambiente hospitalar estavam a sufocá-la. E que tal ir passar uns dias à quinta? Essa ideia agradava-a muito, mas ela não estava disposta a ouvir as pessoas a falarem da vida dela... E logo desistiu da ideia.

Ela precisava de ir para um sítio diferente, conhecer outras culturas, novas gentes. Precisava de ser louca antes que a amargura ou o vitríolo se apoderasse do seu ser.

Ela nunca seguiu os seus sonhos, nunca teve coragem nem força para enfrentar as dificuldades que iriam surgir, sempre alcançoou aquilo que era mais fácil. Mas, depois de receber uma carta dos médicos sem fronteiras, estava disposta a mudar.

E mudou. Foi para o Chade, um país africano onde os missionários também estavam. Tal como eles, ela também tinha muito amor para dar àquelas gentes, e não queira mais desperdiçá-lo só com o seu marido.

No dia da partida, deixo-lhe uma carta. Despediu-se. Ele iria achar que ela estava louca (se calhar estava), porque ninguém abandona uma vida aparentemente realizada e feliz. Mas ele iria acabar por compreender.

Ela precisava de ouvir o seu coração, de se encontrar, antes que o livro da sua vida fechasse e o arrependimento existisse!

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Uma acompanhante de luxo



O despertador tocou. Levantou-se num ápice, tomou um duche rápido, vestiu o vestido que comprou em Milão, calçou os sapatos JIMMY CHOO, seguiu-se a maquilhagem e por fim o perfume CK. Antes de sair ainda teve tempo de rever os assuntos a debater no jantar, e de observar a agenda para decorar o nome do cliente.
O dono da empresa de Jóias foi buscá-la no seu BMW ao local de encontro. Ela não ficou radiante ao ver aquele carro, afinal tinha um igual na garagem! Ele ao vê-la logo se apercebeu que ela o podia ajudar no negócio. Não só pelos seus atributos físicos, como também pelos intelectuais.
Foi uma noite igual a tantas outras. Muito champanhe, charme e conversas inteligentes. O que foi diferente foi o pagamento. Em vez de um cheque, recebeu 1 colar de diamantes. Isso, ela nunca tinha recebido. Ficou contente... Jurou para ela mesma que se algum dia se casasse, o iria usar na Cerimónia. Mas isso nunca iria acontecer, porque ela não estava disposta a procurar o tal... A vida que levava era muito mais estável economicamente.

Talvez um dia ela perceba que o dinheiro não é o mais essencial na vida...

sábado, dezembro 09, 2006

Estás quase a morrer.

Estás quase a morrer.
Não sei se estou preparada.
Não sei o que vou sentir.
Acho que a vida cá de casa vai mudar.
A mamã vai ficar muito triste, e eu não sei se vou ser capaz de ajudar como queria.
(Porque às vezes sou um vegetal!)
A maneira como vais morrer é que aflige e mete muito medo!
Não sei se sentes dores, mas a tua alma deve doer!
Está a chegar o teu fim...
Tenho pena, mas mais não posso fazer!
Ainda não sou médica...

Posso te fazer um pedido?? Não deixes a minha mamã deprimida! Sê bonzinho...

Até sempre...
"Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que resistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."

Margarida Rebelo Pinto

P.S. Esta escritora faz-me sempre rir, mesmo quando estou triste=)

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Voltar ao passado




Quantas vezes queremos voltar ao passado? Muitas certamente.
Queriamos sempre mudar algo: uma acção, um gesto, uma frase que ficou por dizer, tanta coisa...
Mas a verdade, por vezes dura, é que o passado já lá vai e por mais que nos arrependamos é impossível alterar o que foi feito.
Resta-nos aprender com os erros e melhorar como seres humanos...
P.S. Este texto é pa te dar força :P "Arrepende-te do que não fizeste, do que aquilo que fizeste"=> o que tá feito tá feito!

quarta-feira, novembro 29, 2006

Porque hoje...

Porque hoje foi um dia diferente, mas igual a dias passados.
Porque hoje apareceu alguém que ja não aparecia há muito.
Porque hoje a indiferença reinou e a alegria também.
Porque hoje me apercebi que às vezes sou um vegetal.
Porque hoje redescobri que tenho amigos fantásticos.
Porque hoje ainda não sei o rumo a seguir.
Porque hoje gostei da nota do teste de Matemática.
Porque hoje fizeste me pensar e "fazer filmes".
Porque hoje ainda não percebo essas indirectas.
Porque hoje apeteceu-me escrever isto=)
Porque hoje foi um dia espectacular=)

sexta-feira, novembro 24, 2006

"Mais uma vez, ela deu o braço a torcer.."


Mais uma vez, estava ela a chorar. As lágrimas caiam e caiam, as dores e nódoas negras no corpo eram gritantes.
Lá estava ela: perdida, confusa, sem forças para pedir ajuda.
Queria fugir, mas tinha medo. Um medo que não só lhe invadia a alma como o coração, um medo que ultrapassava a sua coragem, um medo que a fazia desesperar, um medo que aos poucos a (es)batia.
Um dia, foi obrigada a largar tudo. Partiu. Fez uma viagem sem data de regresso. Foi ter com o seu filho ao Céu. Agora, já não tinha mais de jogar ao jogo do silêncio!


P.S. A violência doméstica vai matando!

(Mais ums historiazinha com mensagem!)