sábado, janeiro 26, 2013
Dos livros inacabados
sábado, dezembro 29, 2012
Cor-a-gem
domingo, dezembro 23, 2012
Poupança Imaterial
sábado, outubro 27, 2012
Enquanto não há amanhã
sábado, setembro 15, 2012
Explicação
segunda-feira, setembro 03, 2012
São as horas que nos separam
terça-feira, agosto 21, 2012
Sombras II
quinta-feira, julho 12, 2012
Invisibilidade do tempo
sexta-feira, junho 08, 2012
O dia não é agora
segunda-feira, maio 21, 2012
Sombra lado-a-lado
Eis um poema, a duas, de um sonho que tarda num por-do-sol que ainda não se ouviu.
Sabes que aqui estou.
Em bicos dos pés para que não oiças.
Sussurra aquilo que não quero ouvir.
E não me vejas.
Não queiras ser o que não és.
Sê a descoberta dos sentidos dos meus pés, dos silêncios das minhas palavras.
Fica forte, forte e inteiro, sê em mais além.
E vê a minha sombra que sempre te acompanha.
Num pasodoble a um dramatizado.
Num tango a uma valsa.
Em movimentos rotatórios do sol que me cria, a mim, sombra de mim.
Para no fim, no Sol-por, cairmos de braços abraçados, com a certeza que sempre nos vimos.
P.S. A música de fundo é a história do Homem: http://www.youtube.com/watch?v=7Qqtqj1odfw
sábado, maio 05, 2012
O que chegámos a ser
domingo, abril 22, 2012
O mundo inteiro
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Borboleta invisível

Via-te pousar com leveza no fundo daquela rua com cheiro a mar. O vento era frio e eu começava a gostar de saber que todos os dias iria olhar para o semblante azul que morre na areia da vida. Havia poucas gentes naquela foz. E estava Sol. Um Sol de Inverno, saboroso, o que mais gosto de sentir e tactear. Continuava a perseguir-te com o olhar. E via o rumo que levavas. Era-te tudo favorável e as nuvens longe apareciam. Não estavam muito carregadas e quando chegassem, depressa azulariam. Era nisto que acreditava e, eu sei, que sonhava.
Inesperadamente, Deus quis que aquela borboleta branca desaparecesse do meu olhar. Não me distraí com nada: absorvia tudo em igual proporção; simplesmente, ela parece se ter tornado invisível. Procurei-a enquanto caminhava a ouvir os passos do mar. Perguntei a quem por mim se cruzava se a tinham visto e ninguém a conhecia. Só eu e aqueles que em mim acreditavam.
Com a inocência dos dias, comecei a ponderar a existência da transparência também nas borboletas. Elas tornam-se invisíveis quando percebem que alguém as quer muito admirar. Se essa vontade perdurar, ela acaba por aparecer de novo e perde a sua capacidade de se metamorfosear. Se tal acontecer, ela permanecerá para sempre junto de quem a quer com as suas asas brancas a bater palmas e a sua voz a parafrasear não desistas.
Ainda não a voltei a ver. Mas oiço o bater das suas asas e a sua voz. Por agora também me encontro invisível.
P.S. Lord... Hold my hand...
sábado, janeiro 21, 2012
Sem fim
Não sei que mãos são estas. Que ainda procuram um sonho no entardecer. A queima da luz dilacera-se cá dentro, num sempre que ainda não sei. Sei que está escuro e não é só lá fora neste céu sem Lua. Sei que ainda vagueio em significados que agora me parecem perdidos e sem qualquer nexo neste raciocínio natural. Já não sei o que houve, quem houve, como houve, se houve. Perdi-me nas minhas próprias teias naif, nos meus próprios acessos ao mundo que idealizo. Perdi-me para quem sabe me encontrar. Para saber o que quero, quem quero, como quero, se quero.
Talvez apenas queira que as minha mãos sejam um museu próprio capazes de pintar auto-retratos. Não há beleza maior do que saber conhecer-se e gostar de se pintar. Talvez apenas queira ficar a contemplar o que em mim me abraça neste silêncio eterno e sem fim. O infinito sempre me encantou.
* We are god of stories... http://www.youtube.com/watch?v=jZhQOvvV45w
sábado, janeiro 14, 2012
The Lady
Não quero ser uma cópia tua, mas quero ser igual a ti na minha autenticidade. Quero ser resiliente como tu. Quero saber procurar a minha liberdade na opressão. Quero saber ler os eméritos e aprender com eles uma nova linguagem. Quero ser poucas palavras, mas quero ser palavras que perdurem. Quero ser o teu silêncio e a música do teu piano na ignorância de tantos. Quero não ter medo de atravessar espingardas apontadas à minha razão. Quero ter a tua fé no ser humano. Quero ser igual a ti a amar o que me é dado, os que fazem parte de mim e aqueles que acreditam igualmente neste Amor. Quero ser as tuas lágrimas de saudade. Quero ser os teus sorrisos de bem. Quero ser um abraço apertado de distância com desejos que o fim comum será alcançado. Quero saber estar presente, sem o estar. Quero ter flores no meu cabelo e deixar que o seu perfume evada até aos céus. Quero ser a tua simplicidade na complexidade dos que não a compreendem. Quero ser o teu sonho de um mundo de paz.
Tu, uma "orquídea de aço" e eu, un coquelicot Rouge.
P.S. *E, tu, que flor queres ser?
*Porque a música que entoava era a sua liberdade...http://www.youtube.com/watch?v=NgQUBecM7OM&feature=youtu.be
sábado, dezembro 31, 2011
Raízes

Se fosse possível resumir um ano a uma palavra, resumiria a raízes.
Raízes que nasceram. Novas, com vida e com vontade de crescer.
Raízes que cresceram. Já nascidas e que cresceram saudavelmente na terra que suporta os meus pés.
Raízes que morreram. Breves ou Médias ou Longas ficaram sem ar ou sem espaço na enorme densidade do que acontece.
Raízes que adormeceram.
Todas são raízes. Todas permanecem quer com ou sem vida. Alimentam-me as que nascem e crescem. Mas, todas me suportam e me fazem prosperar. Todas as minhas raízes estão voltadas para o céu. Como a árvore que vi e que toquei. Como os ramos à espera de florir.
P.S. *A vida é marvilhosa com todas estas raízes... http://www.youtube.com/watch?v=7l74d1fmZbw
*Um pedacinho de 2012... Seria importante eles saberem falar? Falar não é mais do que uma expressão oral do que pensamos. Mas há outras formas de falar. Eles sabiam escrever numa linguagem muito própria, que apenas os cinco conheciam. Também sabiam sorrir e rir, e estas duas manifestações também são falar. E será que seria importante eles saberem ouvir? Ouvir não e mais do que percepcionar o que nos rodeia. Mas há outras formas de ouvir. E eles sabiam ouvir com o coração.
domingo, dezembro 25, 2011
Natal é agora
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher"
Hoje também me abraça esta voz... http://www.youtube.com/watch?v=C1g5qHxSoF4
terça-feira, dezembro 13, 2011
Ser por si só

Adormecer num silêncio tranquilo e deixar-me estar. Acordar com pássaros a bailar na minha janela e saber, saber por si só, que o que está lá fora é apenas o meu presente. O único presente que sou audaz de conjugar.
Um agora com reminiscências de pretéritos perfeitos e imperfeitos. Um presente que me mostra que não importa uma conjugação plural se apenas é dita no singular. Um hoje que transforma pormenores na sua percepção e na desconstrução do que eles são. Um já de acasos com duas probabilidades simples do sucesso ou do insucesso. Um imediatamente de guardar tudo outra vez em mim e perder a chave. Um depressa com a aceitação da mudança para um outro alguém como que uma desculpa à solidão.
Um tempo que tende para infinito e que se confunde com o futuro. Um futuro que é este agora, este presente, este hoje, este já, este imediatamente, este depressa. Um futuro com mais conjugações de felicidades. É o que desejo à conjugação de ser.
Por isso, ensina-me, pequena ave da manhã, a ser.
P.S. Hoje fica esta: http://www.youtube.com/watch?v=K1sZpmBnJuw :)
domingo, novembro 13, 2011
Corre

Corre. Corre depressa. Não olhes nunca para trás. Corre. Corre o mais que puderes. Não tenhas medo se de noite não houver lua. Não olhes para as pedras, elas não te farão cair. Não olhes para o céu, o Sol poder-te-á cegar. Olha sempre para a linha do horizonte. E não desistas. Continua a correr. Não te vais cansar. Nunca nos cansamos quando corremos pela nossa essência. O teu caminho não era aqui. A tua casa não era esta. Era demasiado grande e complexa para ser vivida. Corre. Vai mais longe. Procura uma casa pequenina numa árvore para passares as noites. Acordarias todos os dias com o “passarar”. Ou então procura uma casa pequenina numa árvore à beira-mar. Seria o ideal. Adormecerias todas as noites com o “marulhar”. De manhã, levanta-te. Lava a cara com água salgada e espreguiça-te. Prepara-te para correr. Corre. Não leves mapa. Deixa-te guiar pelo teu instinto. Se tiveres que parar durante o dia não confies em que não conheces. Não te iludas com um doce. Quem é humilde apenas teria para te oferecer um copo de água e um pedaço de pão. Se conheceres alguém que apenas te ofereça isto dá-lhe de ti e pára de correr. Ajuda-lhe a semear o que for preciso. E fica à espera até veres os frutos que deu. Colhe tudo de bom agrado. Despede-te com um sorriso enorme e volta a correr. Corre agora mais devagar. Já não haverá urgência. Já descobriste parte da simplicidade da vida e da solidão. Agora, podes ir a andar e desfrutar a música dos teus passos. Estarás perto de encontrar a comunhão dentro de ti. Se fores capaz estarás bem contigo e vais gostar de viver de ti para ti.
A segunda parte da viagem não é fácil: saber encontrar-se dita a cura do que vai na alma. Mas o mais difícil é decidir partir e procurar a identidade do eu.
P.S. Hoje a música que embala é esta: http://www.youtube.com/watch?v=7LlKoQAvXUc :)
terça-feira, novembro 01, 2011
Vida
É paradoxal esta existência. Parecem estalinhos nos ouvidos a pedir para acordar quem morre dentro de cada um de nós. Como se fosse apenas um adormecimento demorado. Morre-se assim dentro das pessoas sem sabermos se algum tempo vivemos dentro delas. E Morrem dentro de nós da mesma forma. Não se sabe porquês, quandos, comos. Não há culpas ou desculpas. Simplesmente acontece. Um acontecer da razão, da dor da ciência. Ela diz-nos, com frieza das formulações das hipóteses, que nem todos têm o direito de viver dentro de alguém… Já bastam os imaginários, não? E estes, a maioria das vezes, acabam por desaparecer também. A morte das pessoas nas vidas caminhadas acaba por ser sinónimo de memórias perdidas e encontradas. Há dias que, por qualquer coisa, nos levam a dar vida aos que morreram. Uma panóplia de sentidos invade a alma e dá alento a dias cinzentos. E eu já não tenho medo.
(Minto. Tenho medo de morrer em alguém que em mim ainda tenha vida.)
P.S. *Também nos devemos lembrar de quem vive e querer que vivam felizes para serem todos lembrados no dia de hoje com muitos sorrisos.
*A música que fica... http://www.youtube.com/watch?v=wZd8bVY8Kk8... Abrir a janela e voar :)




.jpg)