Ando para escrever. Aqui. Tenho escrito para mim. Nas folhas
soltas, como gosto. E em cartas.
Aqui é um espaço diferente. Os silêncios têm que ser outros
e as pausas têm que parecer uma melodia bem tocada.
Lembro-me de tocar as notas inventadas e gostar das músicas
que saiam da cabeça da artista. Sem agenda, eram assim aquelas aulas.
Hoje, gosto, das minhas listas de coisas a fazer. Para me
orientar no tempo. Ao longo destes anos fui assim. Papelinhos pequeninos e vou
riscando.
Há 3 anos que todos os anos, no princípio do ano, defino
objetivos com a regra Pouco, Pequeno, Possível. São objetivos a curto-prazo. Os
de longo-prazo trago no coração, mas tenho que os escrever em letra grande para
eles não se esquecerem de me lembrar.
Percorri nestes anos um caminho bonito. Um caminho feito por
mim, mas com especialidades que me agradaram muito e muito me fizeram crescer.
Hoje, dias depois de fazer mais um ano de vida, o final de tarde quebrou este
silêncio aqui. Quase como uma magia em mim.
Hoje, quero fazer uma lista diferente. Quero fazer uma lista
de sentimentos e partilhá-la com os que partilham comigo dons de sentir. Dizer
que gostamos tanto, que queremos tanto o bem, faz cada dia um dia mais feliz.
Quero ser uma flor por abrir para o mundo. Quero ser uma
flor cor-de-rosa para o meu mundo. E quem está cá sabe que cor é esta.