domingo, junho 05, 2011

Acasos

Não há coincidências. Há acasos. Aprazíveis, amigos, com algum “t” de “tinha que ser”. Foi assim num ontem, foi assim num hoje.

Num ontem, escrevemos umas palavras a alguém que nos é muito querido, partilhámos sonhos e deixamo-nos desfrutar do vento que corria do horizonte do Mondego. Nenhuma de nós sabia que íamos estar ali, mas aconteceu. E a tarde terminou com a “Cor da Esperança” e com o alento de quem nem o céu é o limite. Ficou gravado nesse dia que há histórias que marcam os dias e há dias que nos marcam.

Num hoje foi diferente. Alguém me agradeceu por eu ter impresso sentimentos em palavras, que explicavam tão bem o seu estado de ser naquele momento. Era um texto antigo, já com pó. Lembrava-me das palavras, do rasto seco da garganta, das anestesias do interior e de todas as imagens que me levaram a escrevê-lo. Mas, não me lembrava quem me levou ao fim dessas palavras. Há de facto um sorriso de criança, uma música e um abraço, mas que apenas fazem sentido aglomerado agora.

Acredito que escrevi esse texto para eu o ler agora, para também eu me rever em cada palavra, em cada ponto final, em cada entrelinha. Hoje, ele está à medida do que eu sinto… sem tirar nem pôr. Está à medida do vazio. Daquele vazio.

Obrigada, amigas, por estes acasos.


P.S.http://www.youtube.com/watch?v=2Hay0xlAEwI&feature=related :)

1 comentário:

pontodeluz disse...

"Saber que se puede querer que se pueda
quitarse los miedos sacarlos afuera
pintarse la cara color esperanza
tentar al futuro con el corazón"
Saboreemos isto apenas! ;)