sábado, janeiro 21, 2012

Sem fim

Não sei que mãos são estas. Que ainda procuram um sonho no entardecer. A queima da luz dilacera-se cá dentro, num sempre que ainda não sei. Sei que está escuro e não é só lá fora neste céu sem Lua. Sei que ainda vagueio em significados que agora me parecem perdidos e sem qualquer nexo neste raciocínio natural. Já não sei o que houve, quem houve, como houve, se houve. Perdi-me nas minhas próprias teias naif, nos meus próprios acessos ao mundo que idealizo. Perdi-me para quem sabe me encontrar. Para saber o que quero, quem quero, como quero, se quero.

Talvez apenas queira que as minha mãos sejam um museu próprio capazes de pintar auto-retratos. Não há beleza maior do que saber conhecer-se e gostar de se pintar. Talvez apenas queira ficar a contemplar o que em mim me abraça neste silêncio eterno e sem fim. O infinito sempre me encantou.

P.S. *Hoje, neste hoje, “we will be happy” :)

* We are god of stories... http://www.youtube.com/watch?v=jZhQOvvV45w

4 comentários:

Ângela Peça disse...

"Perdi-me para quem sabe me encontrar"

...fez-me lembrar...

"I hear you're asking all around/If I am anywhere to be found" [http://youtu.be/8v_4O44sfjM]

gosto das palavras:)

Diogo Camilo disse...

Continuas com aquela escrita especial só tua. Mas...acho que te devias encontrar e deixar que saibam que tás ai ;)

True smile disse...

só num céu sem lua se conseguem realmente ver as estrelas. e como sabes, os pequenos pormenores são os que realmente importam.

pontodeluz disse...

Acho que há muito que se possa dizer, por isso deixo-te umas palavras que a mim também me disseram muito. ;)

http://toquesdedeus.blogspot.com/2012/01/abracar-solidao.html

E sim aproveita a tua solidão. Mas aproveita-a para te preparares para o encontro... com o mundo. ;)Porque assim quando ele te encontrar tu vais ser a primeira a saber quem é que ele encontrou :)