quinta-feira, dezembro 20, 2007

E não dorme.


O mesmo dia, a mesma tarde, a mesma hora, o mesmo minuto. Passa.
O mesmo dia, a mesma manhã, a mesma hora, o mesmo minuto. Passa como se vivesse.
O mesmo dia, a mesma madrugada, a mesma hora, o mesmo minuto. Passa como se não tivesse dormido.

E não dorme.

Vive sob os dias que existem, sob as pessoas que pensam existir e sob as coisas que não existem. Vive até falhar, até quebrar um passo, até errar um caminho. Vive só ali, naquela calha, naquelas paralelas. Vive aos olhos dos que não vêem e dos que estão cegos pela rotina.

Ainda assim não vive. Pensa que dorme. E não dorme.

Não dorme porque não pode, porque há sempre alguém que precisa de um destino, de um passaporte por escrever, de um conforto inexistente. Não dorme porque não pode, porque só há tempo para cruzadas e encruzilhadas, para velocidades e colateralidades. Não dorme porque não pode, não pode, não pode dormir.


E não dormiu ontem.
E não dormiu hoje.
E não dormiu... Dormirá amanhã, naquela madrugada, naquela hora, naquele minuto, naquele instante de fim.


P.S. *Quem dormiu ontem ou hoje comente ;)

4 comentários:

Alexandre disse...

Fiquei dormente. Qualquer um ficaria se não dormisse, e soubesse porque isso lhe acontecia. Não há conjugação de bases nem um início comum.
Penso e sei porque não durmo. Supostamente por tanto pensar.
Abraço e votos de um feliz

Alexandre disse...

Natal

Marco Martins disse...

Gostei tanto... para momentos senti que a minha noite passada foi retratada por alguém que me desconhece :)Beijo e Feliz Natal

Sandra Daniela disse...

Olá! vim deixar um beijinho acompanhado de votos sinceros de Boas Festas!