sábado, maio 05, 2012

O que chegámos a ser


Mãe, tenho saudades do que não fomos. Das conversas que não tivemos, das palavras que não dissemos, das brincadeiras que não fizemos, das gargalhadas que não demos.
Mãe, tenho saudades do que não foste. Das histórias que não me contaste, dos medos que me detiveste, das flores que não me deste.
Mãe, tenho saudades do que não fui. Dos sonhos que não te mostrei, dos beijinhos que não te dei.
Agora, queria zangar-me contigo e perguntar-te por que é que somos assim. Agora queria dizer isto tudo com os olhos de lágrimas e com um sorriso de bem-te-querer. Não me posso esquecer que a nossa ligação é umbilical e por mais voltas que dermos vamos gostar sempre uma da outra. As saudades serão sempre grandes, mas lembrar-te e tu lembrares-me será saudade do que chegámos a ser.
Um amor como este é para sempre. E sabes? O sempre é muito tempo. Eternidade.
Para ti, Mãe.
Catita

1 comentário:

Diogo Proença disse...

Gostei bastante!
A mãe chorou. Mas não sei quem chorou mais? Tu? A mãe? Ou quem lê?
Sê eterna no presente.
Bj
O Caminhante