sábado, março 22, 2008

Puro engano


Sentado naquele banco estava inconstante ao querer e ao não querer. Afagava cada momento como se do último se albergasse, e beijava-o com todo o ímpeto de um momento inefável. Depois pensava no tempo do tempo que ali estava, estupefacto ao lago sem vida e às árvores despidas. Não conseguia mais do que conceber meros rabiscos mentais do que quer que pensasse, porque o cálculo de tudo e até do tempo já tinha partido com o vento e com os assobios. Agora, era só o agora que subsistia aos ritmos exagerados das ideias dos que raramente passavam por aquele banco, um banco escondido do quase mundo entreaberto em tons de não sei de que cor. Mesmo sem uma tonalidade definida por certo, ele osculava e abraçava tudo quanto recebia com os olhos e com as mãos. E demorava-se... Demorava-se no êxtase daqueles momentos indeléveis sem notar que o tempo é um simples acessório ao fragmento da vida.

P.S. *Um dia, alguém pediu ao Tempo para parar o tempo e o Tempo perguntou: por quanto tempo?

*Boa Páscoa para todos os que me lêem :)

4 comentários:

Alexandre disse...

Tudo, é tempo.
Não tempo totalmente isento, mas tempo com, coisas.
Essas coisas devem ser as melhores. E se as forem, podemos dar-nos por satisfeitos.

Obrigado e boa páscoa para ti também.

Anónimo disse...

Saudades de um texto assim (:

Feliz Páscoa*

_(without) fєєℓιиgѕ_ disse...

bem...adorei cada texto aqui postado!
beijinho

pulguita=) disse...

bgd cat=) tb havias de ir mas ponto)=

relativament ao texto...sem palavras nem uma unikinha consigo dizer=)ta fantabulastico=)
bju