quinta-feira, setembro 18, 2008

Ser ou não ser...


De alvorada em alvorada o canto persistia. Mil léguas ultrapassava num estilo magistral e perfeito. A razão era simples: acordar. Os olhos abriam com a claridade da manhã e a mente estremecia com o sussurro dos pássaros, das flores, das nuvens e de outros naturais. O sabor daqueles dias era igual ao de uma quimera abençoada. Era Primavera, Verão, Outono e Inverno e existir era rir.

De vigília em vigília o canto persistia. Mil léguas ultrapassava num estilo ignóbil e perverso. A razão era simples: acordar. Os olhos abriam com a escuridão da noite e a mente estremecia com o sussurro de gritos e de berros surreais. O sabor daqueles dias era igual ao de um pesadelo cruel. Era Primavera, Verão, Outono e Inverno e existir era sinónimo a não ser nada.


Humano? Eu?

2 comentários:

André disse...

A tua cultura e forma de escrever impressiona.. Tens um talento escondido por trás do teu pano frágil.
Com carinho
Correia

Ricardo disse...

Estou completamente impressionado pelo tua capacidade litera'ria , pela beleza da tua escrita .
Concilias a este'tita e o co'digo , a mensagem , so' ao alcance dos capazes de realizar obras de maior nivel . Como ja' te disse , 'tens capacidades' .
Acho qe devias escrever mais longo , histo'ria mesmo , algo real e irreal , nao sei se percebes .