terça-feira, abril 29, 2008

Vem e vai


À deriva naquele dia sonhava com a voz de outros tempos...


Voz: Vem. Vem sentar-te aqui. Quero falar-te e saber das tuas decisões. Consigo perceber que precisas de algo meu.


(Olhar: Filha, os sonhos são dores…)


Voz: Senta-te. Olha os meus olhos. Sabem tanto. A idade também pesa, é certo, mas muito mais do que isso conheço-te. Conheço-te, porque também eu sei ler o invisível e por mais anos que passem, vais continuar a ser aquela papoila que baloiça e não cai. Serás sempre a menina dos sorrisos vermelhos, sempre.


(Olhar: Dorme, criança, dorme,/ Dorme que eu velarei)


Voz: Não Catarina! Não vás por aí! Não vais ser feliz assim. Imagino-te no futuro assim ... Confia no que te digo e não mintas mais a ti própria. Tens um castelo para construir e nunca para arruinar.
Agora vai, alguém te espera.

(Olhar: A vida é jovem e o amor sorri)


Deixei de derivar após ouvir e ler, pelo olhar, estas palavras. Serão indeléveis à passagem das folhas do Outono.


P.S. *As frases do olhar são da autoria de Fernando Pessoa e as da voz são de outra mente genial :)

3 comentários:

moi =) disse...

Trés beau. :)

pulguita=) disse...

mais do q fantastico =) mas kem é essa voz tão genial?? bjinho ^^ ja estou eu a comentar =P n eh k os meus comentarios sirvam de muito =P

bjoka...n recebi nenhum teu =( bom fds e estuda muito matematica xD

Anónimo disse...

Ola Catarina muito bom os escritos..
As vozes sábias devem ser sempre ouvidas por nós..são eles os que viveram que sabem como é e para onde é o caminho mesmo às vezes nunca tendo percorrido os mesmos trilhos que nós..mas eles sabem..
As paredes tem ouvidos e os nossos ouvidos por vezes tem paredes..
beijo ate sexta feira