sexta-feira, abril 18, 2008

Sopros do mar


Não fui a tempo de te dizer que era eu a agitar as águas, porque não ouvi as tuas lágrimas, porque também eu estava a chorar. Não sei porquê, talvez adivinhasse a tua partida não sei bem para onde. Hoje, nesta noite, a escuridão já não pesa nem cerra, porque hoje, nesta noite, sou capaz de ouvir a nossa canção, aquela que outrora cantavas. E ainda cantas, porque eu a escuto e entendo mesmo não havendo clareias de luz… E tu sabes… Da nuvem onde te sentas a olhar-me a escrever, sabes… Sabes o quanto é essencial eu ver um dos teus sorrisos e guardá-lo na esperança de que a gota de água que lançámos seja capaz de fazer brotar da terra e do mar e do sol e da lua muitas palavras.

A nuvem afasta-se na imensidão desse teu grande mar, os grandes Deuses sopram afastando a calamidade sobre as águas, de longe revejo-te e alegro-me em sonhos que vagueiam moribundos pelos teus mergulhos constantes na perseguição às letras que timidamente vou deixando a pairar sobre o ar. Atravessas correntes descontentes na esperança que a grande mãe se lembre de deitar raios e coriscos e me devolva a este grande mar! Mas o vento corre e a poeira já se sente, neste presente serás tu uma alma crente?

Catarina Proença&Marco Martins


As gotas continuam a viagem neste universo de tantas e tantas existências :)

3 comentários:

Jovem (e tal) disse...

Só comento porque sou obrigado. -.-

Nah, agora a sério... Gostei. Principalmente por causa do mar. Engraçado, que há algum tempo atrás não gostava nada do mar e, agora, é uma das coisas que mais "coiso".

Porque "coiso" e tal. :)

pulguita=) disse...

também quero escrever assim :') dizer q ta fantastico nao chega pois não??...pois o mar e tal...ponto é o meu...aqueles sitios (q por sinal imensa gente possui da mesma opiniao) k faz pensar...ok eu nao posso pensar no mar...

(bm k comentario mais triste...) bjo grande =D

*iluna* disse...

=')